Numa de amenizar, quiçá até, fazer esquecer este "pequeno conflito" vivido nestas últimas horas na CASA VERDE ALFACE, entendi por bem retomar a COLUNA: HIGIENE SOCIAL.
Donde, o tema desta V dissertação falará sobre "Os estudiosos de Inverno social".
Esta é uma tribo, sobeijamente conhecida no seio da sociedade portuense. Esta é uma tribo onde eles e elas limpam o pó dos books referentes às várias cadeiras, para que se possam passear com estes num local calmo, estudioso mas, sempre concorrido, qual discoteca da moda aos fins de semana.
No caso sub judice, trata-se claramente da Biblioteca da Fundação de Serralves. Local onde nos meses de Janeiro e Feveiro quase que é necessário estar numa guest-list para se poder frequentar. Sempre cheia de gente, onde quando um chega faz declaradamente questão de ver e ser visto, especialmente quando cumprimenta mais de metade dos assíduos do referido espaço de estudo (e convivío). Outros há, que por não serem "sociais" adoram conversar e fazer barulho enquanto (supostamente) estudam, para que outros lhes deêm alguma da sua ocupada atenção dizendo "chiuu!" ou "se querem falar vão lá pra cima!".
A Biblioteca da Fundação de Serralves é como que um desfile diurno de figuras, manequins e afins... onde maioria dos seus frequentadores, faz tudo o mais, excepto estudar. Elas ficam tantas horas ao espelho como se de uma saída à noite se tratasse, fazendo questão de ao chegarem fazerem um concerto de sapatiado tal que toda a sala estremece e, (se estava concentrada, eventualmente no estudo, perde-se por completo).
Em seguida, há outros momentos que se vão repetindo algo longo da jornada como aquele que ocorre nas smoking areas. Mesmo quem não fuma, acompanha os "cancros sociais", para ter de certo modo oportunidade de exprimir algo como "tou farto, preciso de férias", "esta merda é um cadeirão...", "espero que o exame dê pa passar; tou mesmo a precisar de me embebedar", ou ainda, "depois desta merda vais à Ribeiro lanchar?!".
Enfim, só visto!